Corretora de valores: como investir na bolsa, nos fundos e no mercado de ações

Corretora de valores: como investir na bolsa, nos fundos e no mercado de ações

Quando falamos sobre investir, quase sempre o conceito de “corretora de valores” surge atrelado ao mercado de ações ou fundos de investimento. Essas instituições são fundamentais no processo de compra e venda de títulos e ações em diversas modalidades, sejam as mais tradicionais, ou as mais arrojadas. 

Por isso, é importante entender bem a função das corretoras de valores, e descobrir a melhor forma de escolher aquela que é certa para o que você precisa, tanto na segurança, quanto na oferta de produtos. 

Em nossos outros artigos, nós desvendamos a bolsa de valores brasileira, formas de investimento em fundos, e até mesmo modalidades ligadas ao governo, assim como compra e venda de títulos. Dá uma olhada:

Bolsa de valores brasileira – saiba como funciona e qual é o papel da B3;

FIDC – como funciona o Fundo de Investimento em Direitos Creditórios;

Entenda o Fundo de Investimento Imobiliário – o que são os FIIs e como investir;

COE – Entenda como investir no Certificado de Operações Estruturadas.

Por isso, para deixar o assunto ainda mais completo, nesse artigo vamos desvendar as corretoras de valores, te ajudar a descobrir como escolher a sua, e quando isso é necessário, para que investir seja um hábito cada vez mais seguro e confortável.

  1. O que são corretoras de valores?
  2. As corretoras de valores são seguras?
  3. Certificações e cadastro na CVM;
  4. Qual é a melhor corretora de valores?
  1. O que são corretoras de valores?

As corretoras de valores são instituições financeiras especializadas em realizar as transações de ações e outros modelos de investimentos no mercado financeiro. Ou seja, elas funcionam como uma ponte entre o investidor e a Bolsa de Valores, os Fundos de Investimento, os bancos, financeiras e, em alguns casos, o governo.

Através de uma conta em uma corretora de valores, é possível ter acesso a uma série de investimentos e ações para compra, procurando aqueles que mais se enquadram em seu perfil. Sendo assim, as corretoras funcionam como uma galeria, onde o investidor analisa os produtos (investimentos e ações) expostos, e pode investir, ou comprar. 

Se o mercado de investimentos é novidade para você, deve estar se perguntando: por que uma corretora de valores é necessária? Por que não investir sozinho?

As corretoras de valores existem para identificar ações e investimentos fiscalizados e administrar os perfis que mais condizem com cada um, mediando investidores sérios, que não querem correr riscos, com instituições sérias, que não podem se arriscar com qualquer investidor.

Isso exige, entre outras coisas, boas reputações de ambos os lados, tanto dos investidores quanto das corretoras, e até mesmo certificações da parte das instituições. Tudo isso, no fim, serve para garantir mais assertividade, controle e segurança nas transações. 

Mas será que o seu dinheiro está seguro, quando relacionado a uma dessas instituições?

  1. As corretoras de valores são seguras?

A escolha da corretora que vai te acompanhar na sua jornada no mundo dos investimentos deve ser baseada principalmente em segurança. Mesmo que o seu perfil esteja mais ligado a investimentos de baixo risco, é fundamental garantir que todo o processo seja tranquilo e estável. 

Por isso, é fundamental ficar de olho em alguns aspectos que atestam essa segurança.

Como via de regra para sua atuação, toda corretora de valores deve seguir algumas normas de órgãos especialmente desenvolvidos para garantir a segurança e confiabilidade de instituições financeiras. Uma dessas normas, é realizar o registro dos títulos comprados nesses órgãos.

Algumas dessas instituições responsáveis pelo registro e controle das regras são a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), a Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos Privados (CETIP), o Banco Central do Brasil (Bacen) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Além disso, é possível ficar atento a outros indícios de que uma corretora de valores é segura e vale sua confiança.

  1. Certificações e cadastro na CVM:

Para saber se uma corretora está apta a atuar e se é segura, existem alguns passos que podem ser verificados. Um deles é o Cadastro na CVM.

O Cadastro na Corretora de Valores Mobiliários é obrigatório, uma vez que é este o órgão responsável por fiscalizar e regularizar os tratamentos no país. Uma corretora devidamente cadastrada aparece no portal oficial da CVM, basta digitar o nome ou CNPJ da companhia na página de informações. 

Outra medida que pode ser tomada para escolher uma corretora segura, e ainda a mais qualificada, é conferir os certificados que ela possui, geralmente localizados no rodapé do site da companhia.

A certificação mais comum é o Selo CETIP, que garante a transparência dos registros da corretora, e atesta se cada aplicação dos investidores é identificada por seu CPF ou CNPJ, garantindo a segurança do seu dinheiro. 

Diversos outros selos podem ser oferecidos para as instituições pelos órgãos responsáveis, inclusive pela bolsa de valores. Para conferir todas as certificações dadas por esta, basta acessar a área de selos do portal da B3. 

Já os selos mais comuns que podem aparecer nos rodapés das corretoras são:

Então já sabe: na dúvida, procure por eles!

  1. Qual é a melhor corretora de valores?

Para escolher a corretora de valores certa, além de certificações e os devidos cadastros, é possível levar em conta alguns outros elementos, como a cobrança de taxas. 

Nem todas as corretoras e instituições cobram taxas por seus trabalhos. Por isso, é fundamental conhecer suas possibilidades e identificar aquelas que, além da qualidade, também cabem no seu bolso. Para isso, estar familiarizado com as taxas é fundamental. 

As taxas geralmente cobradas por corretoras de valores são:

Taxa de corretagem: nem todas as corretoras cobram, mas é aplicada a cada operação realizada, caindo conforme o número de operações. Ou seja, quanto mais ativo o investidor, menor a taxa;

Taxa de abertura e administração da conta: também varia de corretora para corretora, por isso é preciso ficar atento àquelas que cobram taxas. É cobrada pela abertura da conta, e manutenção da mesma, como um acréscimo pelo serviço prestado;

Taxa de custódia: cobrada pela Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), normalmente está atrelada a títulos públicos, mas também pode ser encontrada em ativos de renda fixa e variável. Pode acontecer isenção em alguns casos, e ela também varia de acordo com o número de movimentações;

Emolumento: é a taxa cobrada pela Bolsa de Valores sobre a negociação das ações, a depender do volume, como uma tarifa. 

Além disso, é fundamental pesquisar diferentes corretoras, falar com outros investidores e ficar atento à reputação da instituição, aos serviços prestados e assistência que a corretora oferece, e também aos investimentos que ela possibilita. 

Quanto mais variada a cartela de investimentos de uma corretora, mais possibilidades você tem para o seu perfil, assim como um museu com mais exposições acaba sendo mais interessante. 
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