Você sabe o que é Crédito Consciente? Saiba qual a melhor modalidade de crédito.

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Contratar um financiamento ou um empréstimo é uma forma de alcançar objetivos importantes. Mas é preciso cuidado para que o crédito não vire uma dor de cabeça.

Todos nós, em algum momento de nossas vidas, precisamos de algum tipo de crédito. Por exemplo, na hora de comprar um automóvel, um imóvel, ou até quando parcelamos uma compra no cartão de crédito. O crédito faz parte do nosso dia a dia, e não há nenhum problema em lançar mão desse mecanismo para alcançar um objetivo: ter um carro melhor, um imóvel maior, um celular mais moderno, etc.

O problema acontece quando perdemos o controle, e fazemos mais dívidas do que conseguimos efetivamente pagar.

Tomar alguns cuidados antes de assumir dívidas é o caminho mais seguro para não ter dores de cabeça no futuro.

Aqui entra o que chamamos de crédito consciente, que é saber qual a melhor modalidade de crédito contratar para cada situação, sempre tendo cuidado de não comprometer a sua renda além da capacidade de pagamento.

Parece simples, mas muita gente perde o controle de suas finanças. Para evitar isso, descrevemos três passos que podem ajudar a evitar dores de cabeça.

Primeiro passo: Conheça as modalidades de crédito

As instituições de crédito oferecem muitas opções para quem está precisando de um dinheiro a mais. Conhecê-las é o primeiro passo para escolher a mais indicada para cada situação. Veja:

  • Cheque especial: É uma modalidade de crédito pré-aprovado disponível para quem tem uma conta-corrente nos bancos tradicionais. Se você fica negativo na conta, automaticamente o banco “empresta” um dinheiro para você cobrir a sua conta. Ele deve ser entendido como um crédito emergencial, e durante um período muito curto de tempo, pois é a modalidade com as taxas de juros mais altas, dentro as demais opções de crédito.
  • CDC: Também é uma linha crédito pré-aprovada para quem tem conta corrente nos bancos tradicionais. Em geral a instituição financeira leva em conta o seu histórico com cliente, seu relacionamento com ela e mantém um valor pré-aprovado para você. É geralmente usado para compra de bens e serviços mais caros como veículos, eletroeletrônicos, equipamentos profissionais, viagens, estudo. Os juros do CDC são mais baratos que o do cheque especial e você pode pagar o crédito parcelado, em prazos, geralmente, não superiores a 60 meses.
  • Crédito Consignado: É uma modalidade de crédito, ou empréstimo, na qual as parcelas são debitadas diretamente do seu salário. Ele pode ser contratado por aposentados, pensionistas do INSS e servidores públicos, e parcela mensal é debitada mensalmente do contracheque (holerite) dos servidores ou do benefício do INSS para os aposentados ou pensionistas. As taxas de juros são menores do que o cheque-especial ou do CDC.
  • Financiamento: É uma linha de crédito que se contrata na aquisição de de bens ou serviços mais caros. Os melhores exemplos são automóveis e imóveis. Nessa modalidade o próprio bem serve como garantia de pagamento. No financiamento o uso do crédito é determinado, ou seja, o uso do dinheiro é restrito ao objeto do financiamento.
  • Crédito com Garantia Imobiliária: É uma modalidade de crédito no qual a garantia de pagamento do empréstimo é um imóvel quitado. Esse modelo também é conhecido como refinanciamento de imóvel, ou home equity. O crédito conseguido por meio dessa transação pode ser usado como o cliente desejar. Além disso, esse empréstimo oferece taxa de juros baixos, uma vez que o imóvel dado como garantia de pagamento reduz o risco da operação. Nessa modalidade é possível conseguir até 60% do valor do imóvel quitado como crédito.

Ao escolher entre uma ou outra modalidade de crédito tenha em mente:

  • O prazo no qual que pretende quitar a dívida;
  • O valor que precisa e para qual objetivo;
  • O quanto você pode comprometer da sua renda para arcar com as prestações mensais do crédito ou financiamento.
  • As taxas de juros variam de uma instituição de crédito para outra. Por isso, antes de contratar um crédito pesquise as condições em diferentes instituições, da mesma forma que você consulta o preço de um produto, em diferentes fornecedores, antes de comprá-lo.

Importante: Aqui também vale a boa e velha negociação, por taxas de juros e condições melhores antes de fechar negócio. Crédito é um produto como outro qualquer e barganhar faz parte do processo.

Segundo passo: Evite a compra por impulso

Todos os dias somos bombardeados por uma infinidade de anúncios de produtos e serviços. O marketing faz muito bem o seu papel de despertar em nós interesse, e nos levar até a compra.

Mas, quem nunca se arrependeu de uma compra, ou se “apertou” endividando-se com um financiamento que poderia ter sido melhor planejado. Geralmente, isso acontece quando compramos por impulso.

Mas, calma! Fique tranquilo. Existem formas de evitar esse impulso de consumo e o endividamento que pode vir com ele.

A chave para isso está em tomar consciência do momento da compra e dos seus reais motivos.

Sempre que for comprar algo, procure se fazer 3 perguntas: Eu quero? Eu posso? Eu preciso?

Veja só:

“Eu quero mesmo esse produto?” Você já tinha a ideia de comprar esse produto ou simplesmente ao ver uma propaganda sentiu aquela vontade irresistível de comprá-lo? Se você já vinha amadurecendo a ideia de comprar o produto ou consumir o serviço, ok, siga em frente e responda a próxima pergunta.

“Eu posso pagar por esse produto?” Para comprar esse produto você vai precisar se endividar? Você tem necessidade imediata dele ou pode esperar um pouco mais, poupar e pagar à vista no futuro, negociando um preço melhor por ele? Se você seguro e consciente da sua capacidade de pagamento, vá para a última pergunta.

“Eu preciso mesmo desse produto?” Querer é bem diferente de precisar!

Se dê tempo necessário e seja honesto ao responder essas perguntas. Compre e consuma pelos motivos certos, nunca por impulso.

Passo três: Lembre-se da regra de ouro do endividamento consciente

Por fim, nunca comprometa mais de 50% da sua renda bruta (tudo aquilo que você ganha, antes dos descontos) com prestações para o pagamento de suas dívidas.

Pense sempre no longo-prazo: Hoje você pode até conseguir honrar com as prestações, mas imprevistos acontecem. Daqui um ano, você tem certeza que terá a mesma condição financeira de hoje? Crédito consciente é saber olhar para o futuro e se antecipar aos imprevistos.

A anote tudo o que você ganha (salário, comissão, aposentadoria, bônus,…) e tudo o que você gasta durante o mês (escola do filho, mercado, aluguel, condomínio, gás, celular, águal, luz, fatura do cartão de crédito,…). Pode ser um caderninho, em uma planilha ou no bloco de notas do celular.

Ter “consciência” da sua real situação financeira e quanto você pode comprometer da sua renda é tomar as rédeas da sua vida financeira e estar pronto para tomar melhores decisões.

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