Open banking sofre adiamento na terceira fase – Entenda esse processo!

Open banking facilitando o acesso às informações.

O Open Banking está chegando para trazer mais autonomia e dinamismo para a vida financeira dos brasileiros. Esse sistema vai permitir que usuários de bancos e outras instituições possam avaliar suas opções de crédito, financiamentos e até mesmo poupanças e investimentos sem precisar construir sua reputação do início, repetindo todo seu comportamento e relação bancária. 

Para entender melhor o objetivo dessa empreitada, você pode conferir nosso artigo completo, que explica o que é, as vantagens e cuidados do Open Banking:

Open Banking: Saiba como ele vai mudar a sua vida financeira.

E para entender ainda mais esse processo, vem descobrir porque a terceira etapa do banco aberto foi adiada, e como vão funcionar as próximas fases. 

  1. A abertura do Open Banking;
  2. Adiamento da terceira fase;
  3. Cronograma do Open Banking;
  1. A abertura do Open Banking:

Em primeiro de fevereiro de 2021, o Open Banking começou a ser aberto no Brasil. O sistema, já usado em outros países, tem como objetivo principal a democratização de serviços bancários através do compartilhamento de dados. 

Como já vinha sendo estudado há algum tempo, em fevereiro, a primeira fase do projeto foi focada na abertura dos dados das principais instituições incluídas. Sendo assim, formatos de canais de atendimento, crédito, poupança e outros serviços ficaram disponíveis para troca de informações. 

Essa primeira fase ainda não incluiu o compartilhamento de dados de clientes. Para isso, é necessário contar com o consentimento do usuário, que é a regra principal de todo o processo. 

Já na segunda fase, que começou em 13 de agosto de 2021, os dados de clientes interessados começaram a ser compartilhados. Aqueles que quiseram dividir seus dados cadastrais, como nome completo, documentos de registro (incluindo CPF/CNPJ), telefone e endereço, puderam autorizar os bancos e instituições a enviar suas informações. 

Além dos dados de cadastro, o Open Banking também permite o envio de todo o seu comportamento como usuário e operações transacionais anteriores. Assim, você não precisa construir um relacionamento do zero com outra instituição na qual tem interesse, ou onde quer fazer uma avaliação. 

É importante lembrar que seus dados passam por verificação eletrônica de ponta e autenticação. Ou seja, eles não serão espalhados por aí sem a sua concessão. Então, pode ficar tranquilo! Seus dados, até sua ordem, permanecem sob sigilo bancário.

Como o processo é longo e demorado, envolvendo diversas instituições e dados, ele já sofreu alguns adiamentos para adequação de todos os envolvidos nas fases. 

  1. Adiamento da terceira fase:

No dia 24 de maio de 2021, foi anunciado que o Open Banking passaria a também ser chamado de Open Finance. Isso porque, várias instituições financeiras, além de bancos, foram incluídas no projeto.

Ficou decidido que corretoras, companhias de câmbio, plataformas e outros derivados interessados também poderiam participar do processo de compartilhamento de dados. 

Diferente dos bancos principais, essas instituições financeiras não serão obrigadas a fazer parte do Open Finance, mas a condição para participarem é que não só recebam dados de interessados, mas também compartilhem os seus, tornando-se uma via de mão dupla.  

Justamente por incluir diversas empresas, as etapas do Open Banking se tornaram mais demoradas, e as instituições levam mais tempo para se adaptar. Por isso, a terceira fase, que estava prevista para começar no dia 30 de agosto, sofreu um adiamento, oferecendo mais tempo para que todos se ajustem ao que é preciso. 

Enquanto isso, o calendário de outras fases do Open Banking permanece aberto, aguardando que instituições estejam alinhadas na mesma etapa. 

  1. Cronograma do Open Banking:

Na terceira fase do Open Banking, agora prevista para o dia 29 de outubro, os clientes deverão começar a contar com a opção de efetuar pagamentos fora dos limites do banco. O Pix já foi o início dessa revolução, e agora, será possível continuar essa ação através de um aplicativo de mensagens e outras funcionalidades. 

A intenção é garantir menos burocracia e mais praticidade. Os processos para fazer parte incluem regras de proteção de dados e tecnologia que visam proteger o cliente, e só deverão ser cumpridos após atingirem essas expectativas. 

Na quarta fase do projeto, que tem previsão para começar em 15 de dezembro de 2021, entra em ação o compartilhamento de outros serviços mais específicos por parte das empresas. Operações de câmbio, financiamentos, seguros e investimentos ficarão disponíveis para acesso de instituição para instituição.

O ano de 2022 também será marcado pela abertura de novas funcionalidades do Open Banking. O calendário fica assim:

Em 15 de fevereiro de 2022 está previsto o início do compartilhamento de dados e serviços entre contas de um mesmo banco;

30 de março de 2022 marcará a permissão para o envio de propostas de operações de crédito para clientes que optarem pelo Open Banking;

Já em 31 de maio de 2022 será possível compartilhar dados de clientes que solicitarem para as operações financeiras mais específicas como investimentos, câmbio e seguros;

Em 30 de junho de 2022, ficará disponível o compartilhamento de dados de serviços relacionados a boletos, como pagamentos;

E por fim, em 30 de setembro de 2022, será possível compartilhar serviços de débito em conta.

A importância da liberação gradual dessas fases vem da complexidade do sistema por trás, que precisa ser seguro e devidamente aprovado. Cada instituição deve estar preparada para cumprir sua função, trazendo praticidade entre empresas e facilidade, autonomia e segurança para o usuário. 

Por isso, é possível que esse calendário mude e que novos adiamentos sejam necessários. O importante, é que a inovação está cada vez mais perto, e os brasileiros vão contar com mais opções de crédito e vantagens mesmo para operações simples.
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