Selic tem recorde de aumento em 18 anos – Entenda o porquê e como isso te afeta

Pessoa calculando a taxa Selic.

No dia 04 de agosto de 2021, o Banco Central divulgou a atualização da taxa Selic. Uma alta já tinha sido prevista, baseada no aumento da inflação que vinha crescendo desde o começo do ano, mas tudo se confirmou com o acréscimo de um ponto percentual inteiro na taxa em relação à meta anterior, se tornando o maior aumento desde 2003.

Agora, com a Selic elevada para 5,25%, muitos se perguntam o que isso pode mudar no cenário econômico, e como essa alta impacta no nosso dinheiro. A taxa, utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação, também reflete nos demais juros do mercado, como de aplicações em renda fixa, empréstimos e parcelas, sendo considerada a taxa básica de juros no Brasil.

Se você quer entender melhor sobre a Selic, pode conferir nosso artigo:

O que é a Taxa Selic e como ela impacta a economia e os financiamentos?

Agora, para descobrir como esse aumento afeta o mundo da economia, vem com a gente!

  1. Por que a Selic aumentou, afinal?
  2. Como a Selic em alta afeta o seu dinheiro;
  3. Por que é preciso ficar de olho na meta da inflação?
  1. Por que a Selic aumentou, afinal?

Os encontros para definir a taxa Selic acontecem a cada 45 dias. Em 2021, a taxa começou com 2% e foi subindo ao longo dos meses a cada nova reunião do Copom. Este aumento foi o maior do ano até agora. Ao todo, a Selic teve um acréscimo de 3,25% durante esses meses. 

A justificativa do Banco Central para esse aumento é a pressão que a alta da inflação tem causado na economia. Com isso, a intenção é aumentar os juros em todo o cenário, parcelamentos, empréstimos, financiamentos e aplicações em renda fixa.

Com valores maiores, o consumo tende a diminuir. Isso acaba obrigando os preços a diminuírem também, buscando aumentar a demanda pelos produtos e fazendo a inflação cair. 

No entanto, tudo isso é pensado a longo prazo e as mudanças no cenário podem demorar a acontecer. Atualmente, estima-se que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que serve como medidor da inflação nos preços gerais, feche em 6,79% no fim do ano, o que é bastante alto. Assim sendo, o objetivo com o controle da taxa Selic, é regular a meta da inflação para o ano de 2022. 

Se você quiser entender melhor o tema, dá uma olhada no nosso texto:

O que é IPCA e como a inflação impacta a vida do brasileiro?

Mas não é só o IPCA que faz diferença no dia a dia econômico. A taxa Selic também tem sua parcela de importância. 

  1. Como a Selic em alta afeta o seu dinheiro:

Como também é usada para definir os rendimentos de aplicações em renda fixa, como Tesouro Direto, CDBs e RDBs, a Selic em alta faz com que o retorno dessas aplicações também cresça, o que as torna mais seguras. 

Por outro lado, outras formas de investimento ou crédito, como financiamento e empréstimos, também são impactadas pela taxa. Assim, quando ela cresce, essas operações se tornam mais escassas e caras. 

Além de tudo isso, claro, como a alta da Selic é resultado da alta da inflação, durante períodos como este, é fácil observar o aumento nos preços regulares e juros de mercado. Sendo assim, investir e ter acesso a crédito fica mais complicado. 

E é importante dizer que, pelo menos nos próximos meses, este será o nosso cenário. Segundo nota divulgada pelo Banco Central, a previsão é de que seja necessário aumentar a Selic em mais um ponto percentual na próxima reunião. Ou seja, ela pode fechar a 6,25%. 

Sendo assim, se você está pensando em investir, é bom buscar se informar e fazer simulações levando o aumento da taxa em conta, através de uma plataforma transparente nos valores de juros e disponibilidade de crédito. 

  1. Por que é preciso ficar de olho na meta da inflação?

Todo o ano, o país divulga uma meta de inflação, que leva em conta o cenário atual da economia. A partir do IPCA, é definido um teto, um limite para até onde a inflação pode ir sem que os preços se tornem insuportáveis para os bolsos brasileiros. 

Ela garante que a população tenha poder de compra, sem prejudicar o valor de preços e visando sempre, claro, o crescimento da economia. Mas, em determinados cenários, como a pandemia, nem sempre essa meta é facilmente mantida. A Selic ajuda a controlá-la. 

Em 2021, a meta da inflação era de 3,75% com teto de 5,25%. No entanto, atualmente, a previsão é que o IPCA feche em 6,79% neste ano, ultrapassando o limite em mais de um ponto percentual. 

Quando isso acontece, é necessário que o Banco Central divulgue uma nota de esclarecimento revelando as razões para essa alta e descontrole, e oferecendo um plano econômico que busque estabilizar a inflação e o mercado. 

Um dos principais efeitos colaterais do aumento da inflação, além do poder de compra da população devido a alta nos preços, é a queda de investimentos e a desvalorização da nossa moeda, o que gera desconfiança sobre a capacidade econômica do país e, se não controlado, pode acarretar em crise. 

Por isso, é fundamental ficar de olho no aumento da taxa Selic e nas projeções econômicas de plataformas e fontes confiáveis, que podem te orientar quanto a melhor maneira de lidar com seu dinheiro e conquistar os melhores rendimentos e oportunidades de crédito. 

Sendo assim, isso não significa que você deva parar de investir. Um futuro econômico seguro depende de como você toma decisões mais efetivas. Tudo isso apenas significa que é necessário entender quais operações são mais vantajosas neste momento, e realizar um planejamento. 

Se você quer saber mais sobre investimentos seguros e taxas de mercado, não deixe de conferir nossos artigos:

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