Financiamento Imobiliário: conheça os tipos e descubra qual é o melhor para você!

O sonho de grande parte das pessoas é garantir uma casa própria. Para isso, tem gente que faz fundo de economias por anos, tem gente que investe para juntar dinheiro mais rápido e tem gente que financia. 

Uma das modalidades de empréstimo para aquisição de bens mais usadas, o financiamento tem seus custos, suas vantagens e algumas dicas para se tornar mais benéfico. 

Aqui no nosso blog você encontra diversos conteúdos sobre o mundo imobiliário, desde dicas para ser aprovado nos financiamento, até o formato de contratos:

Crédito com garantia de imóvel e financiamento: três dicas para conseguir aprovação;

Assinatura digital de contratos e escrituras no mercado imobiliário;

Como tudo no universo financeiro, o Financiamento Imobiliário também exige planejamento, e nesse texto, vamos te contar tudo o que você precisa saber sobre esse formato de crédito, e te ajudar a realizar um de maneira mais tranquila. Vamos lá?

  1. O que é Financiamento Imobiliário?
  2. Custos do Financiamento Imobiliário;
  3. Tipos de Financiamento Imobiliário;
  4. No que ficar atento antes de financiar;
  1. O que é Financiamento Imobiliário?

Para quem quer comprar uma casa, principalmente quando se trata da primeira, em tempo relativamente curto, e pagar com um prazo mais longo, o financiamento é o formato de crédito certo. 

Ele funciona como um empréstimo e pode ser utilizado para adquirir imóveis residenciais ou comerciais, tanto casas quanto apartamentos. O financiamento também permite a compra de propriedades novas, usadas, e até mesmo na planta. 

Normalmente, esse modelo de empréstimo é concedido por bancos, instituições financeiras, seguradoras ou empresas especializadas em crédito imobiliário. Também existem programas especiais de financiamento imobiliário que facilitam a compra de propriedades com diferentes requisitos e prazos. 

Os prazos para o pagamento do financiamento podem chegar a até 35 anos, a depender das condições do imóvel, renda do contemplado e especificações da imobiliária.

  1. Custos do Financiamento Imobiliário:

Mesmo funcionando como um empréstimo para custear um bem, o financiamento imobiliário ainda conta com alguns custos pontuais. 

É sempre importante pesquisar vantagens e diferentes exigências das empresas e ou programas de financiamento, para colocar tudo no planejamento e não ser pêgo de surpresa. Taxas, sistemas de custeio e até mesmo avaliações podem variar de política de preço de instituição para instituição. Por isso, tenha certeza do que vale a pena para você.

Além dos custos fixos, algumas movimentações no mercado financeiro também refletem nos financiamentos, como a Taxa Selic. Por isso, é sempre importante ficar de olho na economia, e esperar pelo melhor momento.

Para te ajudar, existem alguns gastos que fazem parte desse processo que você precisa conhecer:

Entrada: na maioria das empresas de financiamento, costuma ser exigido que o comprador pague uma entrada que varia de 10% a 30% do valor total do financiamento da casa. O restante, é pago pela instituição credora.

Juros: é importante saber que financiamentos contam com taxas e juros. Na maioria dos casos, para defini-los, são levados em conta valor do imóvel, renda do comprador e até mesmo risco de inadimplência. Quanto maior o risco para a credora, maior a taxa. 

Registro: na hora de financiar, na maioria das empresas, os custos pelo registro do imóvel são pagos pelo comprador. O chamado ITBI (Imposto de Transmissão de Bens Imóveis) é pago à prefeitura, e pode chegar a até 3% do valor do imóvel.

Parcelas: as parcelas do financiamento também variam de acordo com o processo, como condições do imóvel e renda do comprador, mas o principal fator determinante é a amortização. 

A amortização é um formato de pagamento “suavizado” onde a dívida com o credor é paga mensalmente. Os modelos mais comuns são os das tabelas SAC e Price. Se você quer saber mais sobre o tema, pode conferir nossos conteúdos especiais:

Amortização – Saiba o que é e entenda como funciona;

Tabela SAC x PRICE – Entenda as Diferenças;

  1. Tipos de Financiamento Imobiliário:

No Brasil, existem dois modelos de financiamento, que além de variarem em características próprias, também variam de instituição para instituição. 

É fundamental conhecer bem cada um para decidir entre aquele que melhor se enquadra no que você precisa, ou estar familiarizado com aquele que se encaixa com você. Olha só:

Sistema Financeiro de Habitação – SFH:

Criado em 1964 como um programa de moradia para facilitar o acesso dos brasileiros à compra de imóveis, esse sistema utiliza a conta poupança do comprador como recurso para garantir o financiamento. Também é possível utilizar o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) como fonte para esses recursos. 

Suas principais características são:

  • Possibilidade do uso do FGTS como recurso;
  • O bem financiado não pode ser superior a R$ 1,5 milhão;
  • O CEM (Custo Efetivo Máximo) do empréstimo é de até 12% ao ano;
  • Exclusivo para imóveis com fins residenciais e compradores pessoa física;
  • Não possuir outros imóveis financiados pelo SFH;
  • Não ser dono do imóvel onde reside durante o processo;
  • O CET (Custo Efetivo Total) inclui seguro em caso de danos ao imóvel, morte ou invalidez.

Sistema de Financiamento Imobiliário – SFI:

Foi criado pelo governo mais recentemente, nos anos 90, para incluir interessados em financiamentos que não se encaixassem nas exigências do SFH. Ele também é utilizado por investidores do mundo imobiliário, tanto profissionais que investem em fundos, quanto aqueles que compram para alugar e vender.

Suas principais características são:

  • Serve para pessoas físicas e jurídicas;
  • Aceita imóveis comerciais, além dos residenciais;
  • Os imóveis podem ultrapassar R$ 1,5 milhão;
  • Prazo máximo de quitação é de 35 anos;
  • O formato do processo e regras de financiamento são definidos pela empresa responsável pelo financiamento;
  • Não aceita o uso do FGTS;
  • Mais utilizado em cenários urbanos, para apartamentos e imóveis comerciais.

Além desses dois sistemas, o Brasil também conta com programas como o Minha Casa Minha Vida, que oferece financiamento de moradia para famílias de baixa renda e em situação especial. 

Sabendo tudo isso, fica mais fácil estudar em qual você se adequa, e decidir aquele que se encaixa melhor em seus planos. Nunca se esqueça de esclarecer todos os detalhes com a empresa e pesquisar muito o tema. 

É sempre recomendado trocar ideias com outros compradores, que também financiaram, para saber as especificações da sua região, e trocar impressões. 

E se você já tem um imóvel e precisa de crédito para adquirir outro bem, contar com o Home Equity pode ser uma boa alternativa. Quer saber mais sobre essa alternativa? Confira:

Refinanciamento de imóvel: 5 dicas para fazer seu crédito render;

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